Trabalho temporário: entrevista ao CEO da Manijobs sobre o futuro do setor
Entrevista ao CEO da Manijobs sobre trabalho temporário, tendências do mercado, recrutamento e oportunidades para empresas e candidatos.
O trabalho temporário tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no mercado, exigindo das empresas rapidez e flexibilidade, e oferecendo aos profissionais novas oportunidades de crescimento. Para compreender esta realidade de forma mais próxima, partilho a minha visão enquanto CEO da Manijobs, uma visão construída com base na experiência, nas pessoas e no compromisso com um serviço de excelência.
O que define o seu percurso e de que forma moldou a sua visão sobre o trabalho temporário?
A minha história começa em Moçambique, onde nasci, e continua em Portugal, para onde vim com 14 anos. Comecei a trabalhar muito cedo, na área de vendas porta a porta, e foi aí que aprendi algumas das lições mais importantes da minha vida: resiliência, disciplina e, sobretudo, a importância das relações humanas.
Mesmo em contextos exigentes, nunca abdiquei da minha formação, o que me levou à Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Mais tarde, passei por uma multinacional, onde adquiri uma visão mais estruturada do mundo empresarial.
Mas foi no início dos anos 2000, ao entrar no setor do trabalho temporário — particularmente na construção civil — que encontrei o meu verdadeiro propósito. Este setor ensinou-me que não estamos apenas a preencher vagas. Estamos a impactar vidas, empresas e projetos. E isso exige responsabilidade, rapidez e, acima de tudo, compromisso com a qualidade.
Qual é, para si, o verdadeiro propósito da Manijobs no setor do trabalho temporário?
Na Manijobs, eu vejo a nossa missão de forma muito clara e muito pessoal: garantir que cada cliente encontra a solução certa no momento certo, e que cada trabalhador tem acesso a oportunidades dignas e valorizadoras.
Assumimos o compromisso de responder em até 48 horas, mas para mim isso não é apenas uma métrica operacional, é uma promessa de confiança. Rapidez sem qualidade não serve ninguém. Por isso, cada colocação é feita com rigor, avaliando não só competências técnicas, mas também o lado humano.
Os nossos valores — dinamismo, qualidade e ética — não são conceitos abstratos. São princípios que aplico diariamente nas decisões que tomo e na forma como lidero a empresa. Porque acredito que só com ética e respeito conseguimos construir relações duradouras, tanto com clientes como com trabalhadores.
Como interpreta a evolução atual do trabalho temporário e o seu impacto nas empresas e nas pessoas?
Vejo um setor cada vez mais exigente, mais rápido e mais competitivo. As empresas precisam de soluções ágeis, e o trabalho temporário tornou-se uma ferramenta estratégica para responder a essa realidade.
Mas há um ponto que nunca podemos perder: por trás de cada necessidade empresarial está uma pessoa. E por trás de cada candidato está uma história, uma expectativa, uma necessidade real.
A tecnologia ajuda-nos — e muito — a acelerar processos. Mas a decisão final continua a ser humana. É na avaliação do potencial, da atitude e do compromisso que fazemos a verdadeira diferença.
E é também aqui que vejo uma enorme responsabilidade social: garantir que as pessoas que colocamos no mercado são tratadas com dignidade, têm condições justas e sentem que fazem parte de algo maior.
De que forma a Manijobs garante um serviço de excelência e uma resposta diferenciadora?
Para mim, a diferença está na proximidade e no acompanhamento. Não acredito em recrutamento à distância emocional.
Na Manijobs, estamos próximos dos nossos clientes e dos nossos trabalhadores. Ouvimos, acompanhamos e ajustamos. Cada necessidade é única, e cada solução também tem de ser.
Temos uma forte capacidade de resposta, mas aquilo que realmente me orgulha é a consistência do serviço. Não basta responder rápido — é preciso responder bem, com rigor e com responsabilidade.
E depois há algo fundamental: não abandonamos ninguém após a colocação. Continuamos presentes, porque acreditamos que o verdadeiro serviço começa quando o candidato entra no posto de trabalho.
Que princípios considera essenciais para empresas e profissionais que querem ter sucesso no trabalho temporário?
Do lado das empresas, diria que a clareza e a parceria são fundamentais. Quando existe uma comunicação transparente e uma relação de confiança com a agência, tudo flui com mais eficiência.
Do lado dos profissionais, há três fatores que fazem toda a diferença: atitude, adaptabilidade e compromisso. O trabalho temporário pode, e muitas vezes é, uma porta de entrada para algo maior.
A minha recomendação é simples: encarar cada oportunidade como única. Porque, na prática, cada experiência pode transformar uma carreira.
Qual é a sua visão para o futuro da Manijobs e do trabalho temporário?
Vejo um futuro onde a tecnologia terá um papel ainda mais relevante, mas onde o fator humano continuará a ser decisivo.
Na Manijobs, vamos continuar a investir em inovação, em processos mais eficientes e em expansão. Mas nunca vamos abdicar daquilo que nos define: a proximidade, a qualidade e o respeito pelas pessoas.
Quero que a Manijobs seja reconhecida não apenas pela sua capacidade de resposta, mas também pelo seu compromisso social. Porque acredito verdadeiramente que uma empresa cresce de forma sustentável quando cresce com as pessoas, não à custa delas.
Que mensagem gostaria de deixar a empresas e profissionais sobre o trabalho temporário?
Para mim, o trabalho temporário não é apenas uma solução operacional. É uma ponte entre talento e oportunidade, entre necessidade e solução, entre pessoas e futuro.
Na Manijobs, trabalhamos todos os dias com esse propósito: criar valor real, com seriedade, com proximidade e com responsabilidade.
A quem nos procura (empresas ou profissionais) deixo uma mensagem simples: podem contar connosco. Não apenas para responder rápido, mas para responder bem. Sempre.